OsHo

- Silencie, observe e encontre o Deus que habita em você.


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NÃO É FÁCIL, NEM DIFÍCIL, SÓ NATURAL - 
por Osho
Postado em Textos Conscienciais

O amor é um estado natural da consciência. Não e nem fácil nem difícil, essas palavras de forma nenhuma se aplicam a ele. Ele não é um esforço; por isso não pode ser fácil nem pode ser difícil. É como respirar! É como as batidas do coração, é como o sangue circulando no nosso corpo.

O amor é o nosso próprio ser... Mas esse amor ficou quase impossível. A sociedade não o permite. A sociedade condiciona você de tal forma que o amor fica impossível e o ódio passa a ser a única coisa possível. Então o ódio é fácil, e o amor não só é difícil como impossível. O homem tem sido deturpado. Ele não pode ser reduzido à escravidão se não for primeiro deturpado. Os políticos e os padres têm participado de uma profunda conspiração ao longo das eras. Eles têm reduzido a humanidade a uma multidão de escravos. Estão destruindo qualquer possibilidade de rebelião no homem - e o amor é uma rebelião, porque o amor ouve só o coração e não dá a mínima para o resto.

O amor é perigoso porque ele faz de você um indivíduo. O Estado e a Igreja... Eles não querem indivíduos, de jeito nenhum. Não querem seres humanos, querem ovelhas. Querem pessoas que só pareçam seres humanos, mas cuja alma tenha sido esmagada de tal maneira, tenha sido danificada a tal ponto, que o estrago pareça quase irremediável.

E a melhor maneira de destruir o homem é destruir sua espontaneidade de amar. Se o homem tiver amor, não poderá haver nações; as nações existem no ódio. Os indianos odeiam os paquistaneses e os paquistaneses odeiam os indianos - só assim esses dois países podem existir. Se o amor surgir, as fronteiras vão desaparecer. Se o amor surgir, então quem vai ser cristão e quem vai ser judeu?

Se o amor surgir, as religiões desaparecerão.

Se o amor surgir, quem irá ao templo? Para quê? É porque está faltando amor que você sai em busca de Deus. Deus não é nada mais do que um substituto para o amor que está faltando. Como você não é bem-aventurado, não está em paz, não está em êxtase, você está em busca de Deus. Se a sua vida é uma dança, Deus já está no seu coração. O coração amoroso está cheio de Deus. Não há necessidade de mais nenhuma busca, não há necessidade de mais nenhuma prece, não há necessidade de ir a templo nenhum, de procurar padre nenhum.

Por isso o padre e o político, esses dois, são inimigos da humanidade. Eles estão conspirando, pois o político quer governar seu corpo e o padre quer governar sua alma. E o segredo é o mesmo: destruir o amor. Então o homem passa a ser nada além de uma vacuidade, de um vazio, uma existência sem sentido. Então você pode fazer o que quiser com a humanidade e ninguém se rebelará, ninguém terá coragem suficiente para se rebelar.

O amor dá coragem, o amor leva todo o medo embora - e os opressores dependem do seu medo. Eles criam medo em você, mil e um tipos de medo. Você fica cercado de medos, toda a sua psicologia é cheia de medos. Lá no fundo você está tremendo. Só na superfície você mantém uma certa fachada; mas, dentro de você, existem camadas e camadas de medo.

Um homem cheio de medo só pode odiar - o ódio é uma conseqüência natural do medo. Um homem cheio de medo é também cheio de raiva, e um homem cheio de medo é mais contra a vida do que a favor dela. A morte parece um estado repousante para ele. O homem temeroso é suicida, tem uma visão negativa da vida. A vida lhe parece perigosa, pois viver significa que você terá de amar - como você poderá viver? Exatamente como o corpo precisa respirar para viver, a alma precisa de amor para viver. E o amor está definitivamente envenenado.

Envenenando a sua energia de amor, eles criaram uma cisão em você; criaram um inimigo dentro de você, dividiram-no em dois. Eles criaram uma guerra civil, e você está sempre em conflito. E, no conflito, sua energia é dissipada; por isso sua vida não tem sabor, alegria. Não transborda de energia; ela é sem graça, insípida, falta-lhe inteligência.

O amor aguça a inteligência, o medo a embota. Quem quer que você seja inteligente? Não aqueles que estão no poder. Como eles podem querer que você seja inteligente? - porque, se for inteligente, você começará a ver toda a estratégia, os jogos que eles fazem. Eles querem que você seja burro e medíocre. Certamente querem que você seja eficiente no que diz respeito ao trabalho, mas não inteligente; por isso a humanidade vive o seu potencial mínimo.

Os cientistas dizem que o homem comum usa, ao longo de toda vida, só 5% da inteligência. O homem comum, só 5% - e o homem fora do comum? E um Albert Einstein, um Mozart, um Beethoven? Os pesquisadores dizem que mesmo as pessoas muito talentosas não usam mais do que 10%. E aqueles que chamamos de gênios usam só 15%. Pense num mundo em que todos usassem 100% do seu potencial... Então os deuses ficariam enciumados, eles gostariam de nascer na Terra. Então a Terra seria um paraíso, um superparaíso. Do jeito que está agora, ela é um inferno.

Se o homem fosse deixado em paz, em vez de ser envenenado, o amor seria uma coisa simples, muito simples. Não haveria problema nenhum. Seria como a água seguindo a correnteza ou o vapor subindo, as árvores florescendo, os pássaros cantando. Ele seria tão natural e tão espontâneo!

Mas não deixam o homem em paz. Quando a criança nasce, os opressores já estão prontos para cair em cima dela, para dizimar suas energias, distorcê-las a tal ponto, tão profundamente, que a pessoa nunca terá consciência de que está vivendo uma vida falsa, uma pseudovida, de que não esta vivendo a vida como ela deveria ser vivida, como ela nasceu para viver; não saberá que ela está vivendo algo sintético, plástico, que não é sua verdadeira alma. É por isso que milhões de pessoas estão sofrendo do jeito que estão - elas sentem que estão sendo iludidas, que não são elas mesmas, que algo não está muito certo...

O amor é simples se deixarmos que a criança cresça, se a ajudarmos nesse crescimento de uma forma natural. Se a ajudarmos a ficar em harmonia com a natureza e com ela mesma, se a apoiarmos, cuidarmos dela e a estimularmos, em todos os sentidos, a ser ela mesma, uma luz para si mesma, então o amor será simples. Ela será simplesmente amorosa! O ódio será quase impossível porque, antes que você possa ter ódio de alguém, é necessário primeiro que crie o veneno dentro de si mesmo.

Você só pode dar uma coisa a alguém se você a tiver. Só pode odiar se estiver cheio de ódio. E estar cheio de ódio é estar queimando por dentro. Estar cheio de ódio significa que, antes de mais nada, você está machucando a si mesmo. Antes de poder ferir outra pessoa, você tem que ferir a si próprio. O outro pode não ser ferido, isso dependerá dele. Mas uma coisa é absolutamente certa: antes de poder odiar, você tem que ter sofrido muito. A outra pessoa pode não aceitar ser odiada, ela pode rejeitar seu ódio. Ela pode ser um Buda - pode simplesmente rir do seu ódio. Pode perdoar você, pode não ter reação nenhuma. Talvez você não seja capaz de odiá-la, caso ela não esteja pronta para esboçar qualquer reação. Se você não consegue deixá-la perturbada, o que pode fazer ? Sente-se impotente diante dela.

Portanto, a outra pessoa não vai necessariamente se sentir ferida. Embora uma coisa seja absolutamente certa: se você odeia alguém, primeiro tem de ferir sua própria alma de tantas maneiras, tem que estar tão cheio de veneno que consegue atingir os outros com esse veneno.

O ódio não é natural. O amor é um estado saudável; o ódio é um estado doentio. Assim como a doença não é natural. O ódio acontece só quando você se desvia da natureza, quando já não está em harmonia com a existência, já não está em harmonia com seu próprio ser, com sua essência mais profunda. Então você está doente - psicológica e espiritualmente. O ódio é só um símbolo da doença, e o amor, da saúde, da plenitude e da santidade.

O amor devia ser uma das coisas mais naturais deste mundo, mas não é. Pelo contrário, ele se tornou a coisa mais difícil - quase impossível. Odiar ficou mais fácil; você é treinado, é preparado para odiar. Ser hindu é morrer de ódio dos muçulmanos, dos cristãos, dos judeus; ser cristão é morrer de ódio das outras religiões. Ser nacionalista é morrer de ódio das outras nações. Você só conhece um jeito de amar, que é odiar os outros. Você só consegue mostrar o amor que sente pelo seu país odiando os outros países e só consegue mostrar o amor que sente pela igreja odiando as outras igrejas. Sua vida está uma bagunça.

As assim chamadas religiões continuam a falar de amor e tudo o que elas fazem neste mundo é criar mais e mais ódio. Os cristãos falam de amor e têm criado guerras, cruzadas. Os muçulmanos falam de amor e têm criado jihads, guerras religiosas. Os hindus falam de amor, mas você pode ler nas escrituras desse povo - eles estão cheios de ódio, ódio pelas outras religiões. E nós aceitamos toda essa bobagem! Aceitamos sem demonstrar nenhuma resistência, porque fomos condicionados a aceitar essas coisas, fomos ensinados que as coisas são assim mesmo. E então você continua a negar sua própria natureza.

O amor tem sido envenenado, mas não destruído. O veneno pode ser neutralizado, pode ser retirado do seu organismo - você pode ser purificado. Pode vomitar tudo o que a sociedade o forçou a engolir. Pode jogar fora todas as suas crenças e todos os seus condicionamentos - pode se libertar. A sociedade não pode fazer de você um escravo para sempre, caso decida ser livre. Chegou a hora de jogar fora todos os padrões obsoletos e começar uma vida nova, uma vida natural, não repressora, uma vida não de renúncia, mas de alegria. Odiar ficará a cada dia mais impossível. O ódio é o pólo oposto do amor, assim como a doença é o pólo oposto da saúde. Mas você não precisa optar pela doença.

A doença oferece umas poucas vantagens que a saúde não pode oferecer; não se apegue a essas vantagens. O ódio também tem umas poucas vantagens que o amor não tem. E você tem que ser muito observador. A pessoa doente ganha a simpatia de todos; ninguém a fere, todo mundo toma cuidado com o que lhe diz, afinal ela é tão doente! Ela é o centro das atenções, o centro de todo o mundo - da família, dos amigos - passa a ser a pessoa de quem todos falam, uma pessoa importante. Agora, se ela se apegar muito a essa importância, ao fato de seu ego estar satisfeito, ela nunca mais vai querer ser uma pessoa saudável. Ela se agarrará à doença. E os psicólogos dizem que existem muitas pessoas apegadas à doença por causa das vantagens que ela oferece. E essas pessoas investiram tanto tempo nessa doença que se esqueceram completamente de que estão apegadas a ela. Tem medo de que, se ficarem saudáveis, não terão mais ninguém.

Você ensina isso também. Quando uma criancinha fica doente, toda a família se volta para ela. Isso é absolutamente não-científico. Quando a criança estiver doente, cuide do corpo dela, mas não lhe dê atenção demais. É perigoso, porque ela associa a doença à atenção que você lhe dá... O que fatalmente acontece, se isso se repetir muito. Sempre que a criança fica doente, ela passa a ser o centro das atenções de toda a família: o papai vem, senta-se ao lado dela e pergunta como está se sentindo, o médico é chamado, os vizinhos começam a aparecer, os amigos perguntam e as pessoas trazem presentinhos...

Ela pode ficar apegada demais a isso; essa atenção toda pode agradar de tal modo o seu ego que a criança pode não querer ficar boa de novo. E, se isso acontecer, então será impossível ficar saudável. Nenhum remédio a curará. A pessoa se compromete com a doença. E isso é o que acontece com muitas pessoas, com a maioria. Quando você odeia, seu ego fica satisfeito. O ego só pode existir se você odiar, pois quando odeia você se sente superior, sente-se separado, define-se. Quando odeia, você consegue urna certa identidade. No amor, o ego tem de desaparecer. No amor, você não fica mais separado - o amor o ajuda a se fundir com as outras pessoas. Trata-se de um encontro e de uma fusão.

Se você é muito apegado ao ego, odiar é fácil e amar é muito difícil. Fique alerta, atento: o ódio é a sombra do ego. Para amar é preciso grande coragem. É preciso grande coragem porque requer o sacrifício do ego. Só aqueles que estão prontos para se descorporificar são capazes de amar. Só aqueles que estão prontos para transformar-se em nada, para esvaziar-se completamente de si mesmos, são capazes de receber, do além, o dom de amar.

- OSHO -


 *Postagem: IPPB


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SOLUÇÃO DE PROBLEMAS

Observe a sua mente...

Observe a quantidade de problemas pra resolver e expectativas que estão sendo criadas e se movendo em sua mente...
Nesse momento respire conscientemente e relaxe a mente
Perceba que nenhum problema jamais é resolvido
As pessoas que estão tentando resolvê-los estão se movendo numa direção falsa.

Elas podem encontrar algumas soluções, mas essas soluções serão caseiras, 
porque os problemas são existenciais, e as soluções são produtos da mente.
A existência não conhece nenhum problema.
Os problemas são criados pelo homem.
Na verdade os problemas existem porque estamos tensos
Assim, uma vez que a tensão é relaxada, os problemas desaparecem.

As pessoas normalmente pensam que existem problemas e que é por isso que estamos angustiados e preocupados.
Mas não é assim. Vc está angustiado, preocupado, por isso não pode viver sem problemas.
Vc os cria.
Sua preocupação precisa de algum problema para se apegar.
Assim, se um problema é resolvido, imediatamente vc cria outro.

Por isso tente cortar a própria raiz, a origem dos problemas – que é o estado tenso da mente.
Uma vez que este estado é relaxado, todos os problemas simplesmente desaparecem.
Uma vez que vc conhece esse momento – mesmo por um único instante, vc tem a chave em suas mãos e, sempre que quiser, poderá abrir as portas do templo e entrar.


*Postagem: Blog do Osho

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PARA REFLEXÃO: O HÁBITO NOCIVO

"Em si a vida é neutra. Nós a fazemos bela, nós a fazemos feia; a vida é a energia que trazemos a ela."



Hábito é o que incorporamos ao nosso dia a dia. É nossa maneira usual de ser. É o que realizamos de forma mecânica. 

Atitudes que assumimos e realizamos, sem nos darmos conta. 

Vejamos: quantas vezes já nos aconteceu de chegar em casa e colocar as chaves sobre algum lugar?

Tão mecanicamente é executada a ação que, ao precisar das chaves, algum tempo depois, não conseguimos recordar onde as deixamos.

Saímos de casa, apagamos as luzes, passamos a chave na porta. Depois de andarmos algumas quadras, nos questionamos se fechamos ou não a casa.

E precisamos retornar para ter a certeza, a fim de que não permaneçamos o restante do dia em desassossego.

Muitas outras coisas fazemos de forma automática.

Tomamos café, regamos as plantas, alimentamos o gato, sem pensar.

Ao lado dessas questões, outros hábitos temos não muito saudáveis. E, por incorporados à nossa forma de ser, não nos apercebemos o quão danosos são.

É comum se observar, antes de uma palestra ou conferência, um grande burburinho pelo salão.

Natural, num primeiro momento, pelo reencontro com amigos, cumprimentos, saudações, sorrisos. Torna-se desagradável quando uma música se faz presente, e não modificamos nossa postura.

Alguém toca ao piano delicada melodia, ou dedilha um violão, ou canta e nós prosseguimos a falar, como se nada estivesse acontecendo.

A impressão que se têm é que chegamos ao local programados para ouvir a palestra. E tudo o mais que antes aconteça, não tomamos conhecimento, não registramos.

Mau hábito, que caracteriza, inclusive, grande indelicadeza de nossa parte, desde que o artista que vai se apresentar naquele momento, merece, ao menos, que permaneçamos em silêncio, para ouvir a sua arte.

E não menos grave é quando, concluída a palestra que nos propusemos ouvir, de imediato, nos erguemos e saimos com ruído.

Não aguardamos a real conclusão do evento para um lembrete final que se fará, um agradecimento ao orador, uma advertência útil.

E o mesmo se repete nos cinemas quando, acabado o filme, nos levantamos e vamos saindo, esquecidos de que muitos apreciam ver todos os créditos.

O que não lhes é permitido porque em nos levantando, obstruímos a sua visão da tela.

É essa mesma atitude que nos permite observar a miséria perambulando pelas ruas, sem que nos atinja. Habituamo-nos de tal sorte às cenas que nos tornamos insensíveis.

Habituamo-nos a ver a corrupção triunfar, que já não desejamos fazer coisa alguma para a debelar.

Hábitos… Hábito de ver a mentira adquirir forma, volume e não emitirmos movimento algum no sentido de esclarecer a verdade, de defender o caluniado.

Hábito de receber a bênção da chuva, os raios do sol, as carícias do vento, sem nenhuma gratidão. Como se o Universo inteiro nos devesse o favor de servir.

Hábito de não ouvir quem nos fala da sua dor, da sua dificuldade. Hábito de não pensar senão em si mesmo.

É hora de parar para pensar e buscar refazer atitudes.

Reflitamos que o bom da vida é viver. E para viver intensamente é preciso se sentir tudo que se faz, tudo que nos chega.

É preciso olhar em torno, estar presente, agir, tomar atitudes pensadas, atentas.

Desta forma, alteremos o rumo.

Aprendamos a observar o dia, a olhar as pessoas nos olhos, a perceber o que acontece ao nosso redor.

Moldemos hábitos de gentileza, de delicadeza, de gratidão.

Vivamos mais conscientes. Aprendamos a sentir prazer nas pequenas coisas como andar, correr, comer, molhar-se na chuva ou aquecer-se ao sol.

Aprendamos a olhar para as estrelas, a nos extasiar com a noite enluarada, a vibrar com a música, o perfume, as pessoas.

Abandonemos hábitos nocivos e nos tornemos mais felizes, desde agora.
Fonte:http://tonocosmos.com.br/as-coisas-acontecem-quando-voce-nao-as-espera




Redação do Momento Espírita. Em 13.09.2010.




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A FLOR DE LOTUS



A flor de lótus simboliza o Oriente, porque o Oriente diz que devemos viver no mundo mas não deixar que ele nos toque. Devemos estar no mundo, mas o mundo não deve estar em nós. 

Devemos passar pelo mundo sem ficar com nenhuma impressão, nenhum impacto, nenhum arranhão. Se na altura da nossa morte pudermos dizer que a nossa consciência é tão pura e inocente como na altura do nosso nascimento, então vivemos uma vida religiosa, uma vida espiritual. 

Assim, a flor de lótus tornou-se o símbolo de um estilo de vida espiritual. Nasce da lama e permanece intacta. É um símbolo de transformação. 

A lama transforma-se na mais bela e perfumada flor do planeta. Gautama, o Buda, estava tão apaixonado pelo lótus que falava do «Paraíso do lótus».

Com as nossas meditações profundas e gratidão pela existência, é possível que este planeta possa continuar a crescer com mais consciência, com mais flores; pode tornar-se um Paraíso do lótus.


Osho (O Livro da Compreensão, pág. 94)



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NUNCA BUSQUE RECONHECIMENTO



Os pais, os professores estão sempre enfatizando que você precisa obter reconhecimento, aceitação. Isso é uma estratégia muito astuciosa para manter as pessoas sob controle.

Aprenda uma coisa fundamental: faça aquilo que você gosta de fazer, adora fazer. E nunca busque reconhecimento; isso é mendigar.

Por que a pessoa deveria buscar reconhecimento? Por que alguém deveria desejar ser aceita?

Olhe bem para dentro de si mesmo. Talvez você não goste do que faz; talvez esteja receoso de estar no caminho errado. Talvez, por isso, procurar obter aceitação o ajude a sentir que está certo. É possível que você ache que o reconhecimento o fará sentir que está buscando o objetivo correto.

O problema é com seus próprios sentimentos íntimos; ele não tem nada a ver com o mundo exterior. E por que depender dos outros? Todas aquelas coisas dependem dos outros — e você mesmo está tornando-se dependente.

Não aceitarei nenhum Prêmio Nobel. Toda crítica que tenho recebido de todas as nações do mundo, de todas as religiões é mais valiosa para mim! Aceitar o Prêmio Nobel significa que estou tornando-me dependente — não terei orgulho de mim mesmo, mas do Prêmio Nobel.

Contudo, neste exato momento só posso sentir orgulho de mim mesmo; não há nada de que eu possa orgulhar-me. Neste último caso, sim, você se torna uma pessoa.

E ser uma pessoa que vive em total liberdade, que caminha com os próprios pés, que bebe das próprias fontes, é o que a torna realmente firme, segura. Isso é o começo de seu florescimento máximo como criador.

Aqueles a que se têm como figuras reconhecidas, renomadas, são pessoas atulhadas de lixo e nada mais. Mas o lixo que as enche é aquele com o qual a sociedade quer que elas fiquem cheias — e a sociedade as recompensa dando-lhes prêmios.

Qualquer pessoa que tenha a mínima consciência da sua individualidade vive movida pelo seu próprio amor, seu próprio trabalho, sem se importar infimamente com o que os outros pensam dele.

Quanto mais valioso o seu trabalho é, menor a chance de você obter respeito por ele. E quando seu trabalho é o de um gênio, você não obtém nenhum respeito durante a vida. Você é condenado enquanto ela dura... depois, passados dois ou três séculos, fazem estátuas de sua pessoa, seus livros são respeitados — pois são necessários dois ou três séculos para que a humanidade entenda a grandiosidade do gênio. É grande o abismo entre ele e a capacidade de entendimento dela.

Para ser respeitado pelos idiotas, você tem que se comportar à maneira deles, de acordo com as expectativas deles. Para ser respeitado por esta humanidade doentia, você tem que ser mais doentio do que ela. Assim, ela o respeitará. Mas o que você ganhará com isso? Você perderá sua alma e não ganhará nada.

Osho, em "Criatividade - Liberando Sua Força Interior"

Postagem: Pensar Compulsivo



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UMA VIDA CALMA E TRANQUILA



A primeira pergunta que Diógenes fez a Alexandre é a primeira pergunta que qualquer pessoa inteligente deve fazer a si própria. Diógenes não desperdiçou um único momento. 

- Alexandre, estás a tentar conquistar o mundo inteiro. Então e tu? Terás tempo suficiente, depois de conquistares o mundo, para te conheceres a ti próprio? Tens certezas sobre o amanhã ou sobre o próximo momento? 

Alexandre nunca tinha conhecido um homem assim. Ele já tinha vencido grandes reis e imperadores, mas percebeu que Diógenes era um homem muito poderoso. Baixando os olhos, Alexandre respondeu:

- Não te posso dizer que esteja certo sobre o momento seguinte. Mas posso prometer-te uma coisa: quando tiver conquistado o mundo, vou desejar descansar e viver uma vida calma, tal como tu. 

Diógenes estava a gozar um banho de sol matinal junto a um rio, rodeado por bonitas árvores. Ele riu-se... por vezes penso que o seu riso ainda deve continuar a ecoar. 

Pessoas como Diógenes pertencem à eternidade. As suas assinaturas não são feitas na água. 

Alexandre sentiu-se ofendido e perguntou-lhe porque se estava a rir. 

- É muito simples! - respondeu Diógenes. - Se eu posso descansar e viver uma vida calma sem ter conquistado o mundo, o que te impede a ti de fazer o mesmo? O rio é grande e eu não tenho qualquer objecção a fazer. Podes ocupar o lugar que quiseres - mesmo que queiras o meu lugar, eu posso mudar de sítio. Descansa agora, se desejas descansar. Descansa agora. Agora ou nunca. 

O que Diógenes dizia era absolutamente verdade, mas, para um homem que se encontrava a fazer uma viagem do ego, isso era demasiado óbvio, demasiado simples. Ficar a descansar na margem do rio não alimenta o ego. O que é que se conseguiu dominar? O que é que se conquistou? 



Osho, in 'Acreditar no Impossível'


Postagem: CITADOR



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AS COISAS ACONTECEM QUANDO VOCÊ NÃO AS ESPERA




As coisas acontecem quando você não as espera, as coisas acontecem quando você não as força, as coisas acontecem quando você não está ansiando por elas.


Mas isso é uma consequência, não um resultado. E fique claramente consciente da diferença entre “consequência” e “resultado”. Um resultado é conscientemente desejado; uma consequência é um subproduto. Por exemplo: se eu digo a você que se você brincar, a felicidade será a consequência, você vai tentar por um resultado. Você vai e brinca e você fica esperando pelo resultado da felicidade. Mas eu lhe disse que ela será a consequência, não o resultado.

A consequência significa que se você está realmente na brincadeira, a felicidade acontecerá. Se você constantemente pensa na felicidade, então, ela tem de ser um resultado; ela nunca acontecerá. Um resultado vem de um esforço consciente; uma consequência é apenas um subproduto. Se você estiver brincando intensamente, você estará feliz. Mas a própria expectativa, o anseio consciente pela felicidade, não lhe permitirá brincar intensamente. A ânsia pelo resultado se tornará a barreira e você não será feliz.

A felicidade não é um resultado, é uma consequência. Se eu lhe digo que se você amar, você será feliz, a felicidade será uma consequência, não um resultado. Se você pensa que, porque você quer ser feliz, você deve amar, nada resultará disso. A coisa toda será falsificada, porque a pessoa não pode amar por algum resultado. O amor acontece! Não há motivação por detrás dele.

Se há motivação, não é amor. Pode ser qualquer outra coisa. Se eu estou motivado e penso que, porque desejo a felicidade, vou amá-lo, esse amor será falso. E como ele será falso, a felicidade não resultará dele. Ela não virá; é impossível. Mas se eu o amo sem qualquer motivação, a felicidade segue como uma sombra.

A aceitação será seguida por transformação, mas não faça da aceitação uma técnica para a transformação. Ela não é. Não anseie por transformação – somente então a transformação acontece. Se você a deseja, seu próprio desejo é o obstáculo.


*Postagem: AUM MAGIC


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O MESTRE DA MEDITAÇÃO



OSHO, UMA CONSCIÊNCIA DE SÍRIUS


Canalizado por Luciana Attorresi
em março de 2016



Eu sou aquele que vocês chamam de Osho. Quando eu estava encarnado, muitas pessoas vinham até mim simplesmente para saber como se meditava, o que era essa técnica que elevava a consciência em um plano mais amplo.

Eu desmistifiquei que a meditação era sinônimo de ficar parado.

Também quebrei as regras de que “isso pode e isso não pode”. A meditação é uma das técnicas mais amplas que existe, ela contém tudo aquilo que você precisa.

Se você precisa de descanso, ela te dará; se você precisa relaxar o corpo, ela te dará; se você precisa de uma inspiração, ela te dará; se você deseja dissolver um comportamento, ela te ajudará; e o principal, se você deseja se conhecer, ela te revelará.

A meditação é o silêncio, isso não tem nada a ver com o barulho ao teu redor ou com os teus pensamentos, o silêncio é a ausência das emoções, é o simples observar.

Então, a sua mente pode estar cheia de pensamentos, que falam e falam, mas se não lhe causam nenhuma emoção, você estará em silêncio, pois as emoções não existem no momento que você está só observando.

A cura para muitas crenças limitantes é o silêncio.

Por isso que eu desenvolvi a Meditação dinâmica, e que graças à Internet todos podem ter acesso. A técnica é muito simples, são várias intensidades de movimento acompanhada de música, que te conduz a estar presente nos teus movimentos.

Enquanto você dança, você observa a dança e você se torna ela, você não é um bailarino, você é a dança, e os movimentos são aqueles que você sente vontade de fazer.

Quanto mais você dança, mais o teu corpo físico libera a tensão acumulada, com isso há uma limpeza profunda na tua consciência, fazendo com que automaticamente você se sinta livre, inteiro, sem o peso do medo e do estresse.

A meditação é uma limpeza. Se você prefere fazê-la parado, faça; se prefere fazer observando a natureza, faça; se você prefere dançando, faça.

Não existe aquela mais adequada, cada um deve sentir qual delas que está disposto a fazer hoje.

A observação é o caminho para felicidade, pois quem tem o hábito de somente observar, não se apega, não rejeita, não projeta, não se limita e nem se acorrenta os pés.

O observador é feliz, porque é dono de si, não é levado pelo stress de sentir raiva, medo e angústia o tempo todo.
Todo caminho é o caminho certo para o observador, todas as pessoas são as melhores pessoas que poderiam ter entrado na sua vida. O pessimismo não existe para ele, tudo aquilo que ele conhece é perfeito por natureza.

A meditação pode te conduzir a isso, seja qual for a técnica usada.

Quero dizer também que agora é o melhor momento para você meditar, não é daqui a pouco ou amanhã. Mas você pode pensar: “mas agora?”

Sim, esteja presente onde você está e em silêncio, seja observador da sua vida agora, veja onde você está e o que você está fazendo, qual é a temperatura, mas apenas observe, não tome partido, não crie emoções.

Não é a vida ou as pessoas que te rodeiam que te trarão a paz, é estar em silêncio que fará isso por você.

Silencie, observe e encontre o Deus que habita em você.


Luz e amor!

Eu sou Osho


Post: SIRIANA
Fonte: http://trabalhadoresdaluz.com
Postado por Conceição Vitor



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O MEDO DA 
INTIMIDADE

Ao falar com estranhos, as pessoas são mais verdadeiras e revelam o seu coração


"Já reparou? É mais fácil ser verdadeiro com os estranhos. As pessoas que viajam de comboio começam a falar com estranhos e contam coisas que nunca contaram aos amigos, porque, com um estranho, não se sentem envolvidas. Meia hora mais tarde, chegam ao seu destino e saem; esquecem e o estranho esquecerá tudo aquilo que lhe contaram. Por isso nada do que lhe disseram tem qualquer importância. Não se correm riscos com um estranho. 

Ao falar com estranhos, as pessoas são mais verdadeiras e revelam o seu coração. Mas ao falar com os amigos, com os familiares — pai, mãe, mulher, marido, irmão, irmã — há uma profunda inibição inconsciente. 'Não digas isso, ele pode ficar magoado. Não faças isso, ela pode não gostar. 

Não te comportes dessa maneira, o pai é velho, pode ficar chocado.'

Então a pessoa continua a controlar-se. A pouco e pouco, a verdade cai na cave do seu ser e ela torna-se muito esperta e astuciosa com o não verdadeiro. 

Continua a fazer falsos sorrisos, que não passam de pinturas nos lábios. Continua a dizer coisas simpáticas, sem qualquer significado. Começa a sentir-se aborrecida com o namorado ou com os pais, mas continua a dizer: 

'Estou muito contente por te ver!' Enquanto isso, todo o seu ser diz: 'Agora deixa-me em paz!' Mas verbalmente continua a fingir. E os outros também estão a fazer a mesma coisa; ninguém se apercebe de que estamos todos no mesmo barco. (...)





Toda a gente tem medo da intimidade — ter ou não ter consciência desse medo é outra história. A intimidade significa expor-se perante um estranho — e todos nós somos estranhos; ninguém conhece ninguém. Somos mesmo estranhos a nós próprios, porque não sabemos quem somos. 

A intimidade aproxima-o de um estranho. Tem de deixar cair todas as suas defesas; só assim a intimidade é possível. E o seu medo é que se deixar cair todas as suas defesas, todas as suas máscaras, quem sabe o que o estranho lhe poderá fazer. Todos nós andamos a esconder mil e uma coisas, não só dos outros mas de nós próprios, porque fomos criados por uma humanidade doente com toda a espécie de repressões, inibições e tabus. 

E o medo é que, com alguém que seja um estranho — e não importa se se viveu com a pessoa durante trinta ou quarenta anos; a estranheza nunca desaparece —, parece mais seguro manter uma ligeira defesa, uma pequena distância, porque alguém se poderá aproveitar das suas fraquezas, da sua fragilidade, da sua vulnerabilidade. 

Toda a gente tem medo da intimidade. O problema torna-se mais complicado porque toda a gente quer intimidade. Toda a gente quer intimidade porque, de outro modo, está sozinho neste Universo — sem um amigo, sem um amante, sem ninguém em quem confiar, sem ninguém a quem abrir todas as suas feridas. E as feridas não saram se não forem abertas. (...) 

Ninguém sabe nada sobre o futuro. O seu céu, o seu inferno e o seu Deus muito provavelmente não passam de hipóteses, não comprovadas. A única coisa que está nas suas mãos é a sua vida - faça dela a mais interessante possível. 

Pela intimidade, pelo amor, por se abrir a muitas pessoas, você se torna mais interessante. E se puder viver um amor profundo, uma amizade verdadeira, uma intimidade generosa, com muitas pessoas, você terá vivido da melhor maneira possível, e onde quer que esteja, se tiver aprendido essa arte, viverá assim ali também, com felicidade. 

Se for simples, carinhoso, receptivo, compreensivo, íntimo, você terá criado um paraíso ao seu redor. Se for fechado, constantemente na defensiva, sempre preocupado que alguém possa perceber os seus pensamentos, os seus sonhos, as suas perversões - você estará vivendo no inferno. O inferno está dentro de você, assim como o paraíso. Eles não são lugares geográficos, são espaços espirituais. 

Purifique-se. E a meditação não é nada além de uma limpeza de todo o lixo que se acumulou na sua mente.

Quando a mente estiver em silêncio e o coração batendo, você estará pronto - sem nenhum medo, mas com uma grande alegria - para ser íntimo. E sem intimidade você está sozinho aqui, entre estranhos. Com intimidade você está cercado de amigos, de pessoas que o amam.



A intimidade é uma experiência importante. Não se deve esquecer disso."

Osho em Intimidade - como confiar em si mesmo e nos outros.


Postagem: Ventos de Paz



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PRECISAMOS RECOMEÇAR 
A DIALOGAR COM AS ESTRELAS


Precisamos recomeçar a dialogar com as estrelas
Estamos obcecados pela mente, nossa educação e nossa civilização têm uma fixação pela mente porque ela foi responsável por todos os avanços tecnológicos, e para nós isso resume tudo.

O que o coração pode nos dar? Com certeza, nada high tech, industrial ou capaz de gerar dinheiro. Mas pode nos proporcionar alegria, celebração e também uma enorme sensibilidade para a beleza, celebração e também uma enorme sensibilidade para a beleza, a música e a poesia.
Além disso, é capaz de guiá-lo no mundo do amor e da oração, mas essas coisas não são commodities.

Você não pode aumentar sua conta bancária usando apenas o coração nem lutar em grandes guerras, assim como não pode produzir bombas atômicas nem destruir as pessoas pelo coração.
O coração sabe criar, enquanto a mente é destrutiva, infelizmente, nossa educação, ficou presa à mente.

Nossas universidades, faculdades e escolas estão destruindo a humanidade. Pensam estar lhe prestando um grande serviço, mas apenas enganam a si mesmas. A menos que a raça humana atinja um equilíbrio e o coração e a mente amadureçam, continuaremos sofrendo. À medida que nos tornamos mais centrados na mente e, por outro lado, cada vez mais alheios ao coração, nosso sofrimento tende a aumentar.

Somos responsáveis por criar um inferno na Terra e só pioramos essa situação.
O paraíso pertence ao coração.
Ainda assim, ninguém entende mais essa linguagem. O coração foi completamente esquecido. Somos capazes de compreender a lógica, não o amor. Compreendemos a matemática, não a música.

Nós nos tornamos cada vez mais acostumados às coisas mundanas e ninguém parece ter a coragem de trilhar os percursos do desconhecido, os labirintos do amor e do coração.

Entramos em sintonia com o mundo da prosa, e a poesia acabou se tonando insignificante.
Tudo o que há de criativo no homem está sendo reduzido à produção cada vez mais de “coisas”. A criatividade está perdendo. Seu apelo, e a produtividade se transforma no principal objetivo da vida.

Em vez da criatividade, valorizamos a produtividade: discutimos como produzir mais, mas esquecemos que isso nos proporciona apenas coisas, não valores. As pessoas podem se tornar ricas externamente, mas empobrecidas interiormente.
A produção se preocupa com a quantidade, enquanto a criação se preocupa com a qualidade. A produção não exige capacidade de criação, ela é medíocre: qualquer imbecil pode se dedicar a ela, basta aprender alguns truques básicos.

O homem perdeu seu lado poético, seu impulso criativo. Nós estamos demasiadamente interessados em produtos, em novidades eletrônicas, em produzir cada vez mais coisas. É fundamental trazer de volta o coração e o amor à natureza.

Precisamos prestar mais atenção às rosas, às flores de lótus, às árvores, às rochas e aos rios.
Precisamos recomeçar a dialogar com as estrelas.


Osho
Postagem: AUM MAGIC


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SIMPLESMENTE DESAPARECENDO 
“Osho”


Sentado sob uma árvore, sem pensar no passado nem no futuro, simplesmente estando ali, onde você está? Onde está o ‘eu’? Você não pose senti-lo, ele não está presente.

O ego nunca existiu no presente. O passado não existe mais, o futuro ainda não é. Ambos não existem. O passado desapareceu e o futuro ainda não apareceu – só o presente existe.

E, no presente, nunca foi encontrado nada parecido com o ego. (1)
Há uma meditação, uma das mais antigas, ainda usada em alguns mosteiros do Tibet.

A meditação é baseada na verdade sobre a qual estou lhe falando. Eles ensinam que algumas vezes você pode simplesmente desaparecer.
Sentado no jardim, você pode começar a sentir que está desaparecendo.
Simplesmente observe como o mundo se parece quando você se foi do mundo, quando você não está mais aqui, quando você se tornou absolutamente transparente.

Tente, por um único segundo, não estar aqui. Na sua casa, fique como se você não existisse.
Simplesmente pense – um dia você não existirá. Um dia você terá partido; o rádio continuará, a esposa ainda preparará o café, as crianças estarão se aprontando para a escola. Pense: hoje você se foi, você simplesmente não está mais aqui.

Torne-se como um fantasma. Sentado em sua cadeira, você simplesmente desaparece, você simplesmente pensa: “Eu não tenho mais realidade. Eu não existo.” E simplesmente veja como a casa continua. Haverá tremenda paz e silêncio.

Tudo continuará como é. Nada estará faltando. Então, qual é o sentido de permanecer sempre ocupado, fazendo alguma coisa, fazendo alguma coisa, obcecado pela ação?

Qual é o sentido? Você terá partido e o que quer que você tenha feito desaparecerá – como se você tivesse assinado seu nome na areia, e o vento vem e a assinatura desaparece… e está tudo acabado.
Fique como se você nunca tivesse existido. É realmente uma bela meditação.

Você pode experimentá-la muitas vezes nas vinte e quatro horas.
Apenas meio segundo será suficiente. Por meio segundo, simplesmente pare – você não existe e o mundo continua. Quando você ficar mais alerta para o fato de que sem você o mundo continua perfeitamente bem, então você será capaz de conhecer uma outra parte do seu ser, que tem sido negligenciada por muito tempo, por vidas – o modo receptivo.

Você simplesmente permite, você se torna uma porta. As coisas continuam acontecendo sem você.

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SE VOCÊ QUISER CRESCER SE ABRA!

Você sente dificuldades em se abrir?
"Sim. Eu não quero me mostrar a mim mesmo ou aos outros."


Mas você tem que decidir isso. Essa é uma das coisas mais básicas a ser entendida - que você é responsável por si próprio, mais ninguém. Você tem que assumir a responsabilidade. Se você quiser crescer, se abra. Se você não quer crescer, então permaneça fechado - mas é sua a responsabilidade.

Quando eu digo responsável, eu quero dizer responder à situação na qual você se encontra. Se você não responde, esta é a sua decisão. Lembre sempre que se você não quer crescer, não há jeito de ajudá-lo. Não é da conta de ninguém. O líder do grupo, o grupo, ajudarão, mas se você quer se esconder não há maneira de entrar em você.

Se você vê que é bobagem se esconder, bobagem se segurar, então solta esta estupidez. E não me pergunte como soltar. Não tem como. Você simplesmente vê o ponto - que aquilo é inútil - e você solta. Soltando, a pessoa aprende a soltar.

O que quer que você esteja tentando esconder não é válido. Não é um tesouro para ser escondido! É a sua doença! E por que ter medo dessas pessoas? Eles não estão lá como juízes. Você nunca encontrará outra oportunidade na vida onde as pessoas não estão julgando você. Este é o ponto de todo o grupo - que as pessoas que estão lá não estão julgando. Eles não estão condenando você de forma alguma.

Se você mostrar a sua raiva e o seu ódio ou a sua face real, eles não dirão que você é mau, que você é um criminoso, um pecador. Eles não são papas ou padres, e eles não irão julgar.

De fato eles dirão que você é verdadeiro. Eles apreciarão que você é honesto, sincero a seu respeito; que você é consciente e pode abrir seu coração sem medo. Você não é um covarde.

Esta é a beleza de um grupo de crescimento que lhe dá uma oportunidade que não está disponível no mundo ordinário. Se o mundo crescesse de forma correta, esta oportunidade estaria disponível por todo o mundo, em todo o lugar: no mercado, no templo, na igreja, na escola, na faculdade. Então não haveria mais necessidade de grupos e você seria aceito em qualquer lugar. Ninguém ficaria julgando você e todos tentariam ajudá-lo. As pessoas apreciariam o fato de você ser sincero.

Isso não é possível no mundo em geral, por isso os grupos são necessários; uma família fechada na qual todos estão dispostos a se abrir. Mas, quando outros estão se abrindo, é mais fácil se abrir, é contagioso.

Quando você vê que ninguém se abriu e ninguém o condenou, ninguém teve nenhum julgamento a respeito, por se abrir, a pessoa atingiu uma liberdade... Você pode ver no seu rosto, você pode sentir a vibração, você pode ver algumas mudanças acontecendo no seu espaço. Ele não é mais o mesmo ser contraído. Ele é como uma flor desabrochando e você consegue ver o brilho que vem desta abertura. Você pode ver a graça relaxada. A dignidade que vem à pessoa.


Osho
Get out of your own way




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O FAZER E O NÃO-FAZER
 Becoming Centered 
Osho Neo Tarot

A mente é a queda original, a queda do estado de ser. A mente é o pecado original. Estar na mente é estar no mundo; não estar na mente é estar em Deus. A diferença é muita.

A queda tem que ser entendida. Medite sobre três palavras: ser, fazer e ter. Do ser ao ter é a queda, e o fazer é o processo de se ir do ser ao ter. Ser é Deus, ter é o mundo, e fazer é o processo de cair do ser para o ter. 

A mente é uma fazedora. A mente constantemente quer estar ocupada. Um grande desejo de permanecer atarefada, isto é a mente. A pessoa não consegue se sentar só; não consegue se sentar em passiva receptividade, nem mesmo por uns poucos momentos. Isto é uma grande tortura para a mente, porque no momento em que você pára de fazer, a mente começa a desaparecer. 

Se você for a um mestre Zen e perguntar 'O que vocês fazem aqui? O que estas pessoas, seus seguidores, estão fazendo?' ele dirá, 'Eles estão apenas sentados. Eles não fazem coisa alguma'. (...) 

A mente é uma fazedora. Observe sua própria mente e você compreenderá. O que estou dizendo não é uma declaração filosófica, é simplesmente um fato. Não estou propondo nenhuma teoria para você acreditar ou desacreditar, mas alguma coisa que você pode observar em seu próprio ser. E você verá isto, sempre que estiver só, você imediatamente começa a procurar: alguma coisa tem que ser feita, você tem que ir a algum lugar, você tem que ver alguém. Você não consegue estar só. Você não consegue ser um não-fazedor. 

Fazer é o processo pelo qual a mente é criada; ela é um fazer condensado. Conseqüentemente, meditação significa um estado de não-fazer. Se você puder sentar silenciosamente, nada fazendo, de repente você estará de volta para casa. De repente você verá a sua face original, a fonte. E esta fonte é satchitanand: verdade, consciência e felicidade, chame isto Deus, ou nirvana, ou o que você quiser. 
  
Do ser ao fazer, e do fazer ao ter, é como a consciência de Adão chega ao mundo. Mover-se de volta, do ter ao fazer, e do fazer ao ser, é o que significa consciência de Cristo. Mas os Sufis têm uma mensagem tremendamente significante para o mundo. Eles dizem que o homem perfeito é aquele que é capaz de se mover do ser ao fazer, ao ter, ao fazer e ao ser, e assim por diante. Quando o círculo está perfeito, então o homem é perfeito. 

A pessoa deve ser capaz de fazer. Não estou dizendo que você deve tornar-se incapaz de fazer; isso não tem valor algum, isso simplesmente é impotência. Você deve ser capaz de fazer, mas não deve ficar absorvido nisto. Você não deve ficar envolvido no fazer, não deve ficar possuído por isto; você deve permanecer o senhor da situação. 

E não estou dizendo que tudo o que você tem terá que ser abandonado, não estou lhe dizendo para renunciar a tudo o que você possui. Use, mas não seja usado pelo que possui, isso é tudo. Assim nasce o homem perfeito. 

A esse homem perfeito eu chamo sannyasin: ele será ambos, Adão e Cristo. O homem mundano é Adão e, até agora, o homem além do mundano esteve envolvido com a consciência de Cristo. Mas cada qual continua sendo apenas a metade. 

O homem precisa tornar-se uma totalidade, um todo. E a minha definição de ser santo nada mais é que ser o todo, a capacidade de estar no mundo e, ainda assim, permanecer acima dele, além dele; a capacidade de usar a mente e, ainda assim, permanecer centrado em seu ser. A mente é um mecanismo de imenso valor; não é um pecado ter uma bela mente. Você tem um belo instrumento de imensa complexidade, e é um prazer usá-lo, da mesma maneira que é um prazer dirigir um belo carro que tenha um mecanismo perfeito.

Nada existe como a mente, se você conseguir usá-la. Então, a mente também é divina. Mas se você for usado por ela, e se o seu céu ficar perdido nas nuvens da mente, então, você permanecerá na miséria, na ignorância. 

O advento da mente acontece ao se ficar identificado com os conteúdos da consciência. É preciso apenas uma pequena mudança, um simples passo, e este passo faz a passagem. Este simples passo faz a passagem do mundo para Deus, do externo para o interno, do mundano para o sagrado. E qual é este simples passo? A não-identificação. 

Permaneça uma testemunha. Lembre-se sempre de permanecer uma testemunha; saiba perfeitamente bem que, seja o que for que passe pela sua mente, você não é aquilo. Você não é esta coisa chamada mente. Uma vez que você se torna identificado com qualquer coisa da mente, você caiu numa armadilha, numa prisão. Daí, você pode seguir mudando e ajeitando esta coisa repetidas vezes, mas nada acontecerá.

Isso é o que as pessoas seguem fazendo: melhorando a si mesmas, criando um belo caráter, tornando-se mais santos e religiosos; mas a coisa básica ainda não foi feita. Elas estão simplesmente ajeitando as coisas da mente. 

Você pode continuar ajeitando os móveis de sua casa; você pode ajeitar da melhor maneira, com mais estética, mas o material continuará sendo o mesmo. O pecador e o chamado santo não são muito diferentes; ambos são diferentes arranjos da mesma mente.

O verdadeiro sábio é aquele que se torna consciente de que ele não é a mente, definitivamente. A idéia de pecado surge e ele permanece indiferente; a idéia de se tornar um santo surge e ele permanece indiferente. Com nada ele se identifica, raiva ou compaixão, ódio ou amor, bom ou ruim. Ele permanece sem julgamento, ele não condena coisa alguma em sua mente. Se você é apenas uma testemunha, qual é o sentido em condenar alguma coisa? E ele não elogia nada em sua mente. Se você é apenas uma testemunha, elogio é simplesmente fútil. Ele permanece tranqüilo, recolhido e centrado. Enquanto a mente continua esbravejando ao seu redor. 

Por milhares de anos você tem permanecido identificado com a mente, tem despejado muita energia nela. Ela segue girando e girando, por meses e anos. Mas se você conseguir permanecer um observador silencioso, um observador na colina, então pouco a pouco a energia, o momentum, é perdido e a mente chega a parar. 

No dia em que a mente parar, você chegou. A primeira visão do que é Deus e de quem é você acontece imediatamente, porque uma vez que a mente pára, toda a sua energia que tinha permanecido envolvida com ela, é liberada. E essa energia é tremenda, é infinita: ela começa a descer em você. É uma grande bênção, é graça.
Os chamados revolucionários seguem fracassando porque eles continuam tentando dar um jeito nas mesmas coisas da mente. Alguém acredita em Deus e daí aparece um revolucionário que diz, 'Não há Deus algum e eu não acredito em Deus'. Mas ele é tão fanático com suas idéias como as pessoas que acreditam em Deus. 

Crente e descrentes, ambos são fanáticos. Uns se apegam ao sim e outros se apegam ao não, mas sim e não, ambos são partes da mente. Você escolhe uma parte e um outro alguém escolhe a outra parte. Um é cristão e o outro é hindu, mas ambos são mentes. Um escolheu a Bíblia e o outro escolheu os Vedas, mas ambos são partes da mente. 

Então, quem é realmente religioso? Aquele que não fez escolhas a partir da mente. Você não pode chamá-lo cristão, nem hindu, nem comunista; você não pode chamá-lo teísta nem ateu. Ele simplesmente é. Ele é indefinível. Você não consegue rotulá-lo. Ser é tão vasto que não pode ser rotulado. Nenhuma palavra é adequada o suficiente para descrever o ser. Em tal vastidão, a liberdade; em tal vastidão, a felicidade. 

Esta é a verdadeira revolução: pular da mente para o ser. E o processo será o mesmo. Se o fazer é o processo da queda do ser para o ter, então, o não-fazer será o processo de voltar para casa. 

Meditação não é algo que você faça; meditação é algo que acontece quando você não está fazendo coisa alguma. Você pode sentar-se, aparentemente imóvel, aparentemente nada fazendo, mas no fundo a mente pode continuar. É assim que acontece nos mosteiros e nas cavernas. Você pode não ter muito o que fazer, mas você pode continuar fazendo algumas poucas coisas repetidas vezes. Você pode seguir repetindo um mantra: isso será o suficiente para a mente. Ela seguirá fazendo o mesmo ato novamente, repetindo a mesma fita cassete por anos, e ela não morrerá. 

Três iogues estão sentados numa caverna meditando. Um cavalo se aproxima, olha para dentro e vai embora. Alguns anos se passam e um dos iogues diz 'Um cavalo esteve aqui'.

Mais alguns anos se passam e um outro diz, 'Não, era uma égua'.

Depois de mais alguns anos, o terceiro diz, 'Se for começar uma discussão, eu vou-me embora'. 

Nada havia acontecido por muitos anos, quando um cavalo apareceu e deu uma olhada dentro da caverna, mas isto foi o suficiente para mantê-lo ocupado pelos anos seguintes. Isto é o bastante, a mente pode viver, mesmo com essas poucas coisas. É preciso ficar alerta: a questão não é se você está envolvido em muitos trabalhos ou se você está apenas fazendo umas poucas coisas. Esta não é uma questão de quantidade. A questão é de qualidade. 

Você pode ser muito rico, você pode ser um rei, ter muitas posses e ter que permanecer envolvido em mil e uma coisas. Daí, você pode renunciar ao reinado e a todas as suas posses, tornar-se um mendigo e viver num barraco. Isto não fará diferença alguma, em absoluto. Para quem está do lado de fora, para os espectadores, parecerá que ocorreu uma grande revolução: o imperador tornou-se um mendigo, ele fez uma grande renúncia. Mas nada aconteceu internamente. 

Primeiro você estava envolvido com os afazeres do reinado, agora você está envolvido com os afazeres do pequeno barraco. Apenas a quantidade foi reduzida, mas a qualidade de sua consciência nunca muda com a redução da quantidade. O homem pobre está preocupado com seu carro de boi e o homem rico está preocupado com sua carruagem dourada. Mas a preocupação é a mesma; a preocupação é da mesma qualidade. O homem pobre preocupa-se com a comida do amanhã e o rei preocupa-se com o país vizinho; o objeto da preocupação é diferente, mas o processo da preocupação é o mesmo. 



Innocence
Osho Neo Tarot



A questão é, como mudar o seu foco, da mente para o ser. O fazer trouxe-o para o mundo, o fazer é a escada que o trouxe para o mundo; o não-fazer será a escada... E o não-fazer não é inatividade. Este ponto tem que ser bem compreendido. 

O não-fazer não é inatividade, ele não é inação. A ação está ali, porque ação é vida. Se a ação desaparecer completamente, você estará morto. Mesmo respirar é uma ação; comer, digerir, dormir, tudo são atividades. Viver é estar ativo. Então o que é não-fazer, se não é inatividade? Se você entender o não-fazer como inatividade, você não terá entendido coisa alguma. Daí, a inatividade irá se tornar a sua ocupação. Você estará constantemente ocupado em não fazer isto, não fazer aquilo. O seu processo se tornará negativo, mas ele ainda será um fazer: 'eu não posso fazer isto, eu não posso fazer aquilo'. Agora você está preocupado. A mesma tensão estará ali: 'eu não posso comer isto, eu não posso comer aquilo, eu não posso usar esta roupa, eu não posso usar aquela.' Agora você está se tornando negativo, mas o processo, o ego, ainda está ali; a mente ainda está ali. Ela está ali ao lado, mas é a mesma mente. 

O não-fazer é algo que nada tem a ver com ação, mas tem muito a ver com o ego, com a ideia de ego. O fazedor é o ego. É preciso tornar-se um não-fazedor. Aí, Deus é o fazedor e, você relaxa, você não força o rio e não cria agonia para si mesmo ao ir contra a correnteza. 

Agonia vem da raiz 'ag'. ' Ag' significa empurrar. Quanto mais você empurra o rio, mais agonia é criada. E enquanto você está empurrando o rio, você está certamente tentando nadar contra a correnteza. Você está indo contra a natureza, contra o Tao, contra Deus. 

O não-fazedor é aquele que relaxou com o rio, que está flutuando no rio, fluindo com o rio, aquele que se tornou parte do rio, que não pensa em si separadamente, aquele que não tem um destino individual. Esse é o significado de não-fazer. O destino do todo é o seu destino. 'Para onde o todo estiver indo, eu estou indo também; para qualquer destino ou não-destino. Para onde esta bela existência estiver se movendo, eu sou parte dela. Eu sou uma onda neste grande lago, simplesmente uma pequena onda. Eu não preciso ter um destino individual.' 

A partir do destino individual é que surge o medo, a angústia e a agonia. A partir do destino individual, 'eu tenho que fazer algo, eu tenho que ser alguém, eu tenho que atingir algum lugar', que a mente é criada. Fazer significa: 'eu tenho alguma idéia de como eu devo ser, do que eu devo ser'. O não-fazer significa: ' abandonei todas as idéias do meu ser separado da existência'. 

Não-separação é não-fazer. A ação continua, mas ela não é mais a sua ação. Agora ela é natural. Se uma cobra passa por uma trilha, você saiu para uma caminhada matinal e vê a cobra passando, você simplesmente dá um salto para fora do caminho da cobra. Não é que você tenha feito aquilo, a ação aconteceu, mas ela é natural. 

Você não pensa a respeito dela, você não pondera sobre ela. Você não estava de prontidão para aquela ação; você talvez não tenha cruzado com uma cobra antes em sua vida. Você não treinou para fazer aquilo, aquilo não era uma programação em sua mente. Você simplesmente respondeu. Em forma de uma cobra, ali estava a morte. E você respondeu, imediatamente, instantaneamente. A mente nem chegou ali, porque a mente necessita de tempo para ponderar, para pensar, para contemplar. E não havia tempo, a morte estava tão perto; você simplesmente deu um salto. 

Sentado debaixo de uma árvore, depois que a cobra passou, você pode pensar sobre ela, agora você tem tempo suficiente para pensar. Mas naquele momento, naquele exato momento, quando a cobra estava ali à sua frente, você simplesmente agiu, não a partir de sua mente, mas a partir de sua totalidade. Aquilo foi um ato de Deus. 

O homem que quer realmente se tornar um não-fazedor, começa agindo como um veículo do divino, do todo. A ação continua, mas o ator desaparece. Este é o significado do não-fazer. Você vive a mesma vida, mas agora você tem uma qualidade totalmente diferente, ela tem um sabor diferente."



OSHO - Unio Mystica - Vol. II - Capítulo 3
 tradução: Sw.Bodhi Champak 
 Postado: Osho Brasil




"Ao se sentirem angustiados, deseja, de qualquer forma, que alguém lhes diga quem eles próprios são, quem serão, qual será o seu futuro.
 Osho de A a Z"



SOBRE OSHO
11 de dezembro de 1931
19 de janeiro de 1990

Osho nasceu em Kuchwada, Madhya Pradesh, Índia, em 11 de dezembro de 1931. Desde a sua mais tenra infância foi um espírito rebelde e independente, desafiando todas as religiões, todas as tradições sociais e políticas aceitas, e insistindo em experienciar a verdade por si mesmo ao invés de adquirir conhecimentos e crenças dados por outros.

Aos vinte e um anos de idade, no dia 21 de março de 1953, Osho se tornou iluminado. Ele comenta sobre si mesmo: "Não estou mais buscando, procurando por alguma coisa. A existência abriu todas suas portas para mim. Nem ao menos posso dizer que pertenço à existência, porque sou simplesmente uma parte dela... Quando uma flor desabrocha, desabrocho com ela. Quando o sol se levanta, levanto-me com ele. O ego em mim, o qual mantém as pessoas separadas, não está mais presente. Meu corpo é parte da natureza, meu ser é parte do todo. Não sou uma entidade separada."

Graduou-se em em Filosofia na Universidade de Sagar com as "Honras de Primeiro Lugar". Quando estudante, foi Campeão Nacional de Debates da Índia e vencedor da Medalha de Ouro. Depois de nove anos limitado pela função de professor de Filosofia na Universidade de Jabalpur, abandonou o cargo para viajar pelo país, dando palestras, desafiando líderes religiosos ortodoxos em debates públicos, desconcertando as crenças tradicionais e chocando o status quo.

No curso de seu trabalho, Osho tem falado praticamente sobre todos os aspectos de desenvolvimento da consciência humana. De Sigmund Freud a Chang Tzu, George Gurdjieff a Gautama Buda, de Jesus Cristo a Rabindranath Tagore... Ele extraiu de cada um a essência do que é significativo na busca espiritual do homem contemporâneo não apenas na compreensão intelectual, mas testando com sua própria experiência existencial.

Ele não pertence a tradição alguma - "Sou o princípio de uma consciência religiosa totalmente nova", diz ele. "Por favor, não me associe com o passado - nem vale a pena lembrá-lo."
Seus discursos para os discípulos e buscadores de todo o mundo foram publicados em mais de seiscentos e cinquenta títulos e traduzidos em mais de trinta línguas. E ele diz: "Minha mensagem não é uma doutrina, não é uma filosofia. Minha mensagem é uma certa alquimia, uma ciência da transformação; assim, somente aqueles que estão dispostos a morrer como são e renascer em algo tão novo que agora nem podem imaginar... somente essas poucas pessoas corajosas estarão prontas a ouvir, porque ouvir será perigoso. Ouvindo, você dá o primeiro passo em direção ao renascimento. Assim, ela não é uma filosofia que você pode simplesmente vestir e gabar a respeito. Ela não é uma doutrina a qual você pode encontrar consolo para questões embaraçosas... Não, minha mensagem não é uma comunicação verbal. Ela é muito mais perigosa. Ela é nada menos que a morte e o renascimento."

Osho deixou o corpo no dia 19 de janeiro de 1990. Apenas algumas semanas antes dessa data, foi-lhe perguntado o que aconteceria com seu trabalho quando ele partisse. Ele disse: "Minha confiança na existência é absoluta. Se houver alguma verdade naquilo que estou dizendo, isso irá sobreviver... As pessoas que permanecerem interessadas em meu trabalho irão simplesmente carregar a tocha, mas sem impor nada a ninguém..." 


"Permanecerei uma fonte de inspiração para meu povo. E é isso que a maioria dos sannyasins sentirá. Quero que eles desenvolvam por si mesmos qualidades como amor, à volta do qual nenhuma igreja pode ser criada; como consciência, que não é o monopólio de ninguém; como celebração, deleite, e que se mantenham rejuvenescidos, com os olhos de uma criança..."

"Quero que as pessoas conheçam a si mesmas, que não sigam as expectativas dos outros. E a maneira é ir para dentro." 


Em conformidade com suas orientações, a comuna que cresceu a sua volta ainda floresce em Puna, Índia, onde milhares de discípulos e buscadores se reúnem, durante o ano inteiro, para participar das meditações únicas e dos outros programas lá oferecidos.


Para mais informações sobre Osho,
favor contatar:
Osho Commune International
17 Koreagon Park
Poona 411 001 (MS) Índia


*Postagem: Blog do Osho
*Imagens: Reprodução



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